(re)post da ex-ministra da saude Finlandesa
Já aqui tinha deixado o video da ex-ministra da saude finlandesa Dra Rauni Kilde a falar (sem papas na lingua) da gripe A, contudo o vinho tinha legendas em espanhol. Agora deixo aqui o mesmo video mas com legendas em espanhol. Obrigado ao Papinhas por me ter mandado o link do filme!
Os Intocaveis
Chegou-me ao e-mail uma opinião do Jornalista Mário Crespo que acho que deve ser partilhada com todos. O meu agradecimento ao Sr Arménio Silva por me fazer chegar este texto.
Os intocáveis
“O processo Face Oculta deu-me, finalmente, resposta à pergunta que fiz ao ministro da Presidência Pedro Silva Pereira – se no sector do Estado que lhe estava confiado havia ambiente para trocas de favores por dinheiro. Pedro Silva Pereira respondeu-me na altura que a minha pergunta era insultuosa. Agora, o despacho judicial que descreve a rede de corrupção que abrange o mundo da sucata, executivos da alta finança e agentes do Estado, responde-me ao que Silva Pereira fugiu: Que sim. Havia esse ambiente. E diz mais. Diz que continua a haver.
A brilhante investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária de Aveiro revela um universo de roubalheira demasiado gritante para ser encoberto por segredos de justiça.
O país tem de saber de tudo porque por cada sucateiro que dá um Mercedes topo de gama a um agente do Estado há 50 famílias desempregadas.
É dinheiro público que paga concursos viciados, subornos e sinecuras. Com a lentidão da Justiça e a panóplia de artifícios dilatórios à disposição dos advogados, os silêncios dão aos criminosos tempo. Tempo para que os delitos caiam no esquecimento e a prática de crimes na habituação. Foi para isso que o primeiro-ministro contribuiu quando, questionado sobre a Face Oculta, respondeu: “O Senhor jornalista devia saber que eu não comento processos judiciais em curso (…)”. O “Senhor jornalista” provavelmente já sabia, mas se calhar julgava que Sócrates tinha mudado neste mandato. Armando Vara é seu camarada de partido, seu amigo, foi seu colega de governo e seu companheiro de carteira nessa escola de saber que era a Universidade Independente. Licenciaram-se os dois nas ciências lá disponíveis quase na mesma altura. Mas sobretudo, Vara geria (de facto ainda gere) milhões em dinheiros públicos. Por esses, Sócrates tem de responder. Tal como tem de responder pelos valores do património nacional que lhe foram e ainda estão confiados e que à força de milhões de libras esterlinas podem ter sido lesados no Freeport.
Face ao que (felizmente) já se sabe sobre as redes de corrupção em Portugal, um chefe de Governo não se pode refugiar no “no comment” a que a Justiça supostamente o obriga, porque a Justiça não o obriga a nada disso. Pelo contrário. Exige-lhe que fale. Que diga que estas práticas não podem ser toleradas e que dê conta do que está a fazer para lhes pôr um fim. Declarações idênticas de não-comentário têm sido produzidas pelo presidente Cavaco Silva sobre o Freeport, sobre Lopes da Mota, sobre o BPN, sobre a SLN, sobre Dias Loureiro, sobre Oliveira Costa e tudo o mais que tem lançado dúvidas sobre a lisura da nossa vida pública. Estes silêncios que variam entre o ameaçador, o irónico e o cínico, estão a dar ao país uma mensagem clara: os agentes do Estado protegem-se uns aos outros com silêncios cúmplices sempre que um deles é apanhado com as calças na mão (ou sem elas) violando crianças da Casa Pia, roubando carris para vender na sucata, viabilizando centros comerciais em cima de reservas naturais, comprando habilitações para preencher os vazios humanísticos que a aculturação deixou em aberto ou aceitando acções não cotadas de uma qualquer obscuridade empresarial que rendem 147,5% ao ano.
Lida cá fora a mensagem traduz-se na simplicidade brutal do mais interiorizado conceito em Portugal: nos grandes ninguém toca.”
Virus H1N1 em mudança?

Segundo foi noticiado ontem, surgiu no País de Gales a primeira mutação do virus da gripe A transmissível de pessoa para pessoa e que é resistente ao Tamiflu!
“As autoridades de saúde britânicas abriram, esta sexta-feira, um inquérito para investigar possíveis casos de transmissão interpessoal de uma nova estirpe do vírus H1N1, que é resistente ao tratamento com o antiviral Tamiflu. A confirmar-se, esta será a primeira mutação do vírus da gripe A que pode transmitir-se entre as pessoas.
São até agora conhecidos, no país de Gales, cinco casos de doentes portadores de uma estirpe do vírus H1N1 resistente ao medicamento antiviral, Tamiflu, produzido pelos laboratórios da farmacêutica suíça Roche.
Estes doentes, com graves problemas de saúde relacionados com a contracção do vírus, foram admitidos no hospital universitário do país de Gales, em Cardiff.
De acordo com a BBC, na sequência destes casos foi aberto um inquérito para determinar se três dos doentes foram infectados por uma estirpe do vírus resistente ao Tamiflu, indicou a Agência de Protecção Sanitária (HPA).
Se as suspeitas se confirmarem, estes serão os primeiros casos confirmados no mundo de transmissão de pessoa para pessoal de uma estirpe do vírus H1N1, resistente ao medicamento antivirial.
Dois dos cinco pacientes recuperaram e tiveram alta do hospital. Um dos três pacientes ainda hospitalizados está em estado grave.
Segundo o serviço de saúde pública da região três dos doentes podem ter sido contaminados no próprio hospital.
Já esta sexta-feira, foi confirmada a primeira mutação do vírus H1N1 na Noruega.”
Além da Noruega, já foram igualmente detectados casos de mutação do vírus desde Abril no Brasil, na China, no Japão, no México, na Ucrânia e nos Estados Unidos, segundo o comunicado da Organização Mundial de Saúde (OMS).
A TSF contactou o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças Infecciosas que avançou que há informação de suspeitas de mais casos em outros países de resistência ao Tamiflu, também por transmissão de pessoa para pessoa, mas este é o primeiro a ser tornado público.”
Fonte: TSF
Entre a religião e a politica

A Igreja a meu ver, deve e tem de ser um entidade apartidária, que defenda os ensinamentos bíblicos e não um qualquer programa de um partido político.
Foi noticiado hoje o caso de um Padre que mandou uma carta à população da sua freguesia dizendo que vivem todos no pecado, pois não votaram no candidato do PS à Junta de Freguesia. São estes pequenos acontecimentos que nos mostram que politica e a religião estão presas por um fio muito pequenino.
“A freguesia da Areosa, em Viana do Castelo, está em polvorosa porque um padre, em conflito com o presidente da Junta, escreveu à população dizendo que todos “vivem no pecado há mais de 50 anos”.
A carta que está a gerar controvérsia surgiu depois de, em Outubro último, o padre Manuel Quintas – reitor do Santuário de Santa Luzia – ter apelado ao voto no candidato do PS à Junta (que perdeu).
Apesar da “oposição” do padre, transmitida até em celebrações eucarísticas, António Longarito (PSD) foi reeleito. “Eu votarei António Barreiros de Carvalho”, escreveu então Manuel Quintas. “É o homem de que Areosa precisa. Isto porque Areosa precisa de se encontrar consigo mesma. Precisa de saber onde começa, por onde passa e até onde vai”, adiantava, num texto ilustrado com a sua fotografia e assinado pelo seu punho.
Após os resultados, o padre voltou a escrever esta semana à população: “Não me revejo em partidos (…). Se fosse obrigatório filiar-me, filiava-me no partido do Rei. Sou Monárquico e nunca o escondi”, frisou, justificando o voto no socialista por ser um “homem capaz de, preto no branco, recuperar o que tantos e tantas se desleixaram em defender” – referência aos conflitos que Areosa mantém com quase todas as freguesias vizinhas sobre limites territoriais.
Denunciando “desleixo”, “inoperância” e “incapacidade” na freguesia, Manuel Quintas disse que devia explicações ao “Burgo Areosense, que vive em pecado há mais de 50 anos” – afirmações que não estão a cair bem na população.
Apesar de “para já” não se pronunciar, António Longarito admitiu que a “animosidade” do padre deverá ter origem numas que a Junta fez na igreja da Areosa. “Como ele não se dá com o pároco da Areosa, certamente não gostou que eu tivesse feito obras no adro”, frisou, acrescentando: “Deve ser uma questão de ciúmes.”
Fonte: Diário de Noticias
Jã vão 3…
Até quando nos vão atirar areia para os olhos. Foi noticiada hoje a morte de mais um feto depois da mãe ter sido vacinada contra a gripe. Sobe assim para 3 o número de casos de fetos mortos após as mães terem sido vacinadas contra a Gripe A.
A noticia pode ser lida aqui:
“Deu ontem entrada no Hospital de Santo André, em Leiria, mais uma grávida com um feto morto e que tinha sido vacina contra a gripe A (H1N1). É o terceiro caso em poucos dias, mas as autoridades não confirmaram até agora nenhuma relação causa-efeito entre a morte dos fetos e a inoculação.
A jovem de 27 anos estava grávida de vinte semanas e tinha sido vacinada no início do mês. Deu ontem entrada no Hospital de Santo André, em Leiria, que confirmou a morte do feto, que será autopsiado.
Ontem foi confirmada, no hospital CUF Descobertas, a morte de um feto de 34 semanas, cinco dias depois de a mãe ter sido vacinada contra a gripe A. A situação surgiu dois dias depois de uma outra mulher, vacinada em Portalegre, ter perdido a filha que esperava há também 34 semanas. A Direcção-Geral da Saúde recusa comentar o caso até serem conhecidos os resultados de análises e testes que só podem ser feitos depois do nascimento.
O director clínico do Hospital CUF Descobertas garantiu hoje que vai ser feita autópsia ao feto que morreu com 34 semanas. A autópsia poderá ser fundamental para encontrar a causa da morte, mas os médicos recusam estabelecer uma ligação entre a morte do bebé e a vacina para a gripe A”
Conspiração da GRIPE A sem “papas na lingua”
Hoje deixo aqui um video da Dra. Rauni Kilde, ex-Ministra da Saúde da Finlândia, sem papas na língua, a falar sobre a vacina da Gripe A.
As legendas são em espanhol, mas penso que é facil de perceber.
O veneno com nome de vacina

Depois da vacina contra a Gripe A ser já uma realidade, sucedem-se cada vez mais os casos de efeitos secundários. A curiosidade é que esta vacina, segundo parece, não traz qualquer efeito secundário mencionado no seu folheto informativo!?!
Será que a vacinação contra a gripe A é na realidade um dos preparativos para a NOVA ORDEM MUNDIAL?!
As noticias sucedem-se:
- Abortos devido a vacina da Gripe A; (Fonte)
- Francês vacinado contra gripe A desenvolve doença rara; (Fonte)
- Adolescente diagnosticado com síndrome de Guillain-Barré após vacina contra a gripe suína; (Fonte)
- Casal de Portalegre relaciona nado-morto com vacina contra a Gripe A; (Fonte)
- Homem morre na Alemanha horas depois de ter sido vacinado contra Gripe A; (Fonte)
- Menino Sueco de 4 anos, perto da morte APÓS RECEBER vacina contra a “gripe suína”; (Fonte)
- Gripe A: há médicos e enfermeiros que recusam vacinar-se; (Fonte)
- «Médicos desconfiam da vacina da Gripe A»; (Fonte)
Crimes, Sócrates e outros…
A novela “Face Oculta”, parece ainda estar longe do fim e promete novos episódios. Hoje veio noticiado que Sócrates está indiciado por crime de manipulação da comunicação social. Foram as conversas com Armando Vara a propósito da compra da TVI e da renegociação da dívida da ControlInveste, que detém, entre outros, o Jornal de Noticias, o Diário de Noticias, o 24 Horas, o Jogo e a TSF, que foram determinantes para que os titulares da investigação entendessem que as conversas em causa configuravam crimes graves, punidos com até oito anos de cadeia.
Relembro que a história do fim do Jornal de Manuela Moura Guedes na TVI levantou muitas dúvidas que ainda hoje estão por explicar.
Noticia do Correio da Manha, edição impressa do dia 14/11/2009, pág. 6
Atentado contra Estado de Diretio Suspeitas da prática de atentado contra o Estado de Direito, punido pela lei 34/87, que legisla sobre os crimes de responsabilidade dos titulares dos cargos públicos, foi a fundamentação usada pelo Ministério Público de Aveiro para extrair duas certidões visando o primeiro-ministro, José Sócrates. Aquele diploma legal foi ainda articulado com o artigo 38º, número 4, da Constiuição, para fundamentar as suspeitas de manipulação dos orgãos de Comunicação Social. O CM sabe que foi com base nestes diplomas legais que os magistrados defenderam a necessidade de abrir uma nova investigação. Nunca esteve em causa a validade das escutas, quando os elementos foram enviados para a PGR, mas sim a extracção de certidões, pelo facto de a competência da investigação caber a um tribunal superior. As conversas de Armando Vara com José Sócrates - a propósito da compra da TVI e da renegociação da dívida da Global Notícias, que detém, entre outros, três títulos da imprensa generalista, uma rádio e um jornal desportivo - foram determinantes para que os titulares da investigação entendessem que as conversas em causa configuravam crimes graves, punidos com até oito anos de cadeia. Depreendia-se das mesmas uma ingerência do poder político nos órgãos de Comunicação Social, o que contraria o espírito da lei e também da Constituição. Sócrates tornou-se suspeito de pressões através do poder económico. O "vice" do BCP acabava por ser determinante, já que, por exemplo, no caso da Global Noticias, os empréstimos haviam sido contraídos com aquele banco. Vara tinha o pelouro do crédito com as empresas e o poder de negociar os juros. Ontem, a Procuradoria Distrital de Coimbra enviou para a PGR toda a informação que faltava, designadamente os dados relativos a todos os interlocutores de Vara. Para o MP de Aveiro, o artigo 9º da lei 34, pelo qual Sócrates surge indiciado, é claro. Comete o crime de atentado contra o Estado de Direito o titular de cargo público que, em flagrante desvio ou abuso das suas funções, tenta destruir, alterar ou subverter (...) direitos, liberdades e garantias estabelecidos na Constituição. É aí qye o procurador, com o apoio da Procuradoria Distrital de Coimbra, entende que se deve articular o artigo 38º, número 4. Que estabelece que cabe ao Estado "assegurar a liberdade e a independência da comunicação social perante o poder político e o poder económico".
A Controlinveste veio já a público negar a renegociação de empréstimo com a administração de Vara. A noticia pode ser lida aqui.
Sócrates também veio exigir explicações da PGR. “Quero saber se durante meses a fio eu fui escutado – porque isto está a passar todas as marcas -, se essas escutas foram legais e se é possível fazê-las num Estado de Direito. Eu tenho o maior interesse em ser esclarecido sobre isso”, disse.
A falsa guerra da América no Afeganistão

Um dos mais notáveis aspectos na agenda presidencial de Obama é quão pouco foi questionado nos media o motivo porque o Pentágono dos EUA está comprometido na ocupação militar do Afeganistão. Há dois motivos básicos, nenhum dos quais pode ser admitido abertamente em público.
Por trás do enganoso debate oficial sobre quantas tropas são necessárias para “vencer” a guerra no Afeganistão, se mais 30 mil são suficientes ou se pelo menos 200 mil são necessárias, o objectivo real da presença militar estado-unidense naquele país da Ásia Central é obscurecido.
Mesmo durante a campanha presidencial de 2008 o candidato Obama argumentou que era no Afeganistão e não no Iraque que os EUA deviam travar guerra. A sua razão? Porque ele afirmava que era onde a organização Al Qaeda estava escondida e que era a ameaça “real” à segurança nacional dos EUA. Mas as razões por trás do envolvimento estado-unidense no Afeganistão são muito diferentes.
Os militares dos EUA estão no Afeganistão por duas razões. Primeiro para restaurar e controlar o maior abastecedor de ópio do mundo para os mercados da heroína e para utilizar as drogas como uma arma geopolítica contra oponentes, especialmente a Rússia. Aquele controle do mercado da droga afegão é essencial para a liquidez máfia financeira da Wall Street, corrupta e em bancarrota.
Geopolítica do ópio afegão
De acordo até mesmo com um relatório oficial da ONU, a produção de ópio no Afeganistão ascendeu dramaticamente desde a queda do Taliban em 2001. Os dados da UNODC [United Nations Office on Drugs and Crime] mostram mais cultivo de papoula de ópio em cada um das últimas quatro estações de plantio (2004-2007) do que em qualquer ano durante o domínio Taliban. Agora é utilizada mais terra para o ópio no Afeganistão do que para o cultivo de coca na América Latina. Em 2007, 93% do opiáceos no mercado mundial tinham origem no Afeganistão. Isto não é acidente.
Foi documentado que Washington escolheu a dedo o controverso Hamid Karzai, um senhor da guerra pashtun da tribo Popalzai, há muito ao serviço da CIA, trouxe-o de volta do exílio nos EUA e criou uma mitologia hollywoodiana em torno da “corajosa liderança do seu povo”. Segundo fontes afegãs, Karzai é o “Padrinho” do Ópio no Afeganistão de hoje. Aparentemente não é por acaso que ele foi e hoje ainda é o homem preferido de Washington em Cabul. Mas mesmo com compra maciça de votos, fraudes e intimidações, os dias de Karzai como presidente podem estar a acabar.
A segunda razão para os militares dos EUA permanecerem no Afeganistão muito depois de o mundo ter até esquecido quem é o misterioso Osama bin Laden e a sua alegada organização terrorista Al Qaeda, ou mesmo se eles existem, é como pretexto para os EUA construírem uma força de ataque com uma série de bases permanentes por todo o Afeganistão. O objectivo destas bases não é erradicar quaisquer células da Al Qaeda que possam ter sobrevivido nas cavernas de Tora Bora, ou erradicar um mítico “Taliban” o qual nesta altura, segundo relatos de testemunhas oculares, é constituído esmagadoramente de afegãos locais comuns a combaterem mais uma vez para livrar a sua terra de exércitos de ocupação, como o fizeram na década de 1980 contra os russos.
O objectivo das bases dos EUA no Afeganistão é visar e ser capaz de atacar os dois países que hoje representam a única ameaça combinada no mundo de hoje a um império global americano, à Dominação de Espectro Amplo (Full Spectrum Dominance) como a chama o Pentágono.
O “Mandato do Céu” perdido
O problema para as elites do poder em torno da Wall Street e em Washington é o facto de que agora estão na mais profunda crise financeira da sua história. Esta crise é clara para o mundo todo e o mundo está a actuar em busca da auto-sobrevivência. As elites dos EUA perderam o que na história imperial chinesa é conhecido como o “Mandato do Céu”. Tal mandato é dado ao governante ou à elite dirigente desde que governem o seu povo com justiça e de modo razoável. Quando governam tiranicamente e como déspotas, oprimindo e abusando do seu povo, eles perdem aquele Mandato do Céu.
Se as poderosas elites privadas e ricas que têm controlado o essencial da política financeira e externa dos EUA durante a maior parte do século passado ou mais tinham um “mandato do céu”, elas claramente perderam-no. Os desenvolvimentos internos rumo à criação de um estado policial abusivo com privação de direitos constitucionais dos seus cidadãos, exercício arbitrário do poder por responsáveis não eleitos tais como os secretários do Tesouro Henry Paulson e agora Tim Geithner, a roubarem somas de milhões de milhões de dólares dos contribuintes sem o seu consentimento a fim de salvar da bancarrota os maiores bancos da Wall Street, bancos considerados “Demasiado grandes para falirem”, demonstram ao mundo que eles perderam o mandato.
Nesta situação, as elites do poder estado-unidense estão cada vez mais desesperadas por manter o controle de um império global parasita, chamado enganosamente pela máquina dos seus media, como “globalização”. Para manter o domínio é essencial que eles sejam capazes de romper qualquer cooperação que venha a emergir entre as duas maiores potências da Eurásia no âmbito económico, energético ou militar, a qual poderia apresentar um desafio aos EUA como super-potência única — a China em combinação com a Rússia.
Cada potência euro-asiática traz à mesa contribuições essenciais. A China tem a economia mais robusta do mundo, uma enforme força de trabalho jovem e dinâmica, uma classe média educada. A Rússia, cuja economia não está recuperada do fim destrutivo da era soviética e do saqueio primitivo durante a era Yeltsin, ainda possui activos essenciais para a combinação. A força de ataque nuclear russa e o seu poder militar representam a única ameaça no mundo de hoje à dominação militar dos EUA, ainda que em grande medida sej um resíduo da Guerra Fria. As elites militares russas nunca abandonaram aquele potencial.
A Rússia também possui o maior tesouro do mundo em gás natural e vastas reservas de petróleo de que a China necessita urgentemente. As duas potências estão a convergir cada vez mais através de uma nova organização que criaram em 2001, conhecida como a Organização de Cooperação de (SCO). Esta inclui também os maiores estados da Ásia Central: Casaquistão, Quirguistão, Tajiquistão e Uzbequistão.
O objectivo da alegada guerra estado-unidense contra o Taliban e a Al Qaeda é na realidade colocar a sua força militar de ataque directamente no meio do espaço geográfico desta emergente SCO na Ásia Central. O Irão é um desvio de atenção. O objectivo ou alvo principal é a Rússia e a China.
Oficialmente, é claro, Washington afirma que construiu a sua presença militar no interior do Afeganistão a partir de 2002 a fim de proteger uma “frágil” democracia afegã. É um argumento curioso dada a realidade da presença militar estado-unidense ali.
Mais nove bases
Em Dezembro de 2004, durante uma vista a Cabul, o secretário da Defesa Donald Rumsfeld finalizou planos para construir nove bases no Afeganistão nas províncias de Helmand, Herat, Nimrouz, Balkh, Khost e Paktia. As novas somam-se às três principais bases militares dos EUA já instaladas na sequência da sua ocupação do Afeganistão no Inverno de 2001-2002, ostensivamente para isolar e eliminar a ameaça de terror de Osama bin Laden.
O Pentágono construiu as suas primeiras três bases no Aeródromo de Bagram a Norte de Cabul, o principal centro logístico dos EUA; no Aeródromo de Kandahar, no Sul do Afeganistão; e no Aeródromo de Shindand na província ocidental de Herat. Shindand, a maior base dos EUA no Afeganistão, foi construído a meros 100 quilómetros da fronteira do Irão e a uma distância de ataque à Rússia e também à China.
Historicamente o Afeganistão tem sido a área central para o Grande Jogo russo-britânico, a luta pelo controle da Ásia Central durante os séculos XIX e princípio do XX. A estratégia britânica então era impedir a todo o custo que a Rússia controlasse o Afeganistão e portanto ameaçasse a jóia da coroa imperial britânica, a Índia.
O Afeganistão encarado de modo semelhante pelos planeadores do Pentágono, como altamente estratégico. É uma plataforma a partir da qual o poder militar estado-unidense pode ria ameaçar directamente a Rússia e a China, bem como o Irão e outras terras ricas em petróleo do Médio Oriente. Pouco mudou geopoliticamente ao longo de mais de um século de guerras.
O Afeganistão é uma localização extremamente vital, abarcando a Ásia do Sul, a Ásia Central e o Médio Oriente. O país também está situado ao longo de um proposto traçado de oleoduto dos campos petrolíferos do Mar Cáspio para o Oceano Índico, onde a companhia de petróleo americana Unocal, juntamente com a Enron e a Halliburton de Cheney, tem estado em negociações para obter o direito exclusivo de trazer gás natural do Turquemenistão através do Afeganistão e do Paquistão para a enorme central termoeléctrica a gás natural da Enron em Dabhol, próximo de Mumbai. Karzai, antes de se tornar o presidente fantoche dos EUA, foi um lobbista da Unocal.
A ameaça da Al Qaeda não existe
A venda quanto a toda simulação quanto à finalidade real no Afeganistão torna-se clara com um olhar mais atento à alegada ameaça “Al Qaeda” no Afeganistão. Segundo o escritor Erik Margolis, antes dos ataques do 11 de Setembro de 2001, a inteligência dos EUA estava a dar ajuda e apoio tanto ao Taliban como à Al Qaeda. Margolis afirma que “A CIA estava a planear utilizar a Al Qaeda de Osama bin Laden para incitar uighurs muçulmanos contra a governação chinesa, e os Taliban contra aliados da Rússia na Ásia Central.
Os EUA evidentemente encontraram outros meios de levantar uighurs muçulmanos contra Pequim em Julho último através do seu apoio ao Congresso Mundial Uighur. Mas a “ameaça” Al Qaeda permanece a base da justificação de Obama para a sua escalada guerreira no Afeganistão.
Agora, contudo, o Conselheiro de Segurança Nacional do presidente Obama, o antigo general dos Fuzileiros Navais James Jones, fez uma declaração, a qual foi convenientemente enterrada pelos media amigos dos EUA, acerca da importância estimada do perigo actual da Al Qaeda no Afeganistão. Jones disse ao Congresso que “A presença da al Qaeda está muito diminuída. A estimativa máxima é de menos de 100 operacionais no países, sem bases, sem capacidade para lançar ataques sobre nós ou nossos aliados”.
Isto significa que a Al Qaeda, para todos os propósitos práticos, não existe no Afeganistão. Oh…
Mesmo no vizinho Paquistão, os remanescentes da Al Qaeda mal podem ser encontrados. O Wall Street Journal relata: “Caçados por drones [aviões sem piloto] dos EUA, aflitos por problemas de dinheiro e descobrindo ser mais difícil atrair jovens árabes para as negras montanhas do Paquistão, a al Qaeda está a ver o seu papel reduzir-se ali e no Afeganistão, segundo relatórios de inteligência e responsáveis do Paquistão e dos EUA. Para jovens árabes que são os recrutas primários da al Qaeda, “não é romântico estar no frio, com fome e escondido”, disse um responsável superior dos EUA na Ásia do Sul.
Se levarmos a declaração à sua consequência lógica devemos concluir então que a razão para soldados alemães estarem a morrer juntamente com outros jovens da NATO nas montanhas do Afeganistão nada tem a ver com “vencer uma guerra contra o terrorismo”. Convenientemente a maior parte dos media prefere esquecer o facto de que a Al Qaeda, na medida em que alguma vez existiu, foi uma criação da CIA na década de 1980, a qual recrutou e treinou radicais muçulmanos como parte de uma estratégia desenvolvida pelo chefe da CIA de Reagan, Bill Casey, e outros a fim de criar “um novo Vietname” para a União Soviética a qual levaria a uma humilhante derrota do Exército Vermelho [NR 1] e ao colapso final da União Soviética.
Agora o general Jones do Conselho de Segurança Nacional dos EUA admite que no essencial não há mais qualquer Al Qaeda no Afeganistão. Talvez seja tempo para um debate mais honesto dos nossos líderes políticos acerca do verdadeiro propósito de enviar mais jovens para a morte a fim de proteger as colheitas de ópio do Afeganistão.
21/Outubro/2009
[NR 1] A afirmação do autor não corresponde aos factos: o Exército Vermelho não foi derrotado no Afeganistão. Retirou-se do país porque assim lhe foi ordenado pelo governo de Moscovo, então presidido pelo sr. Gorbarchev.
O original encontra-se em www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=15761 http://resistir.info/ .Full Spectrum Dominance: Totalitarian Democracy in the New World Order . Pode ser contactado através do seu sítio www.engdahl.oilgeopolitics.net .